O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta nacional nesta sexta-feira (7/8) para ajudar a localizar Ayla Emanuelly Pereira de Souza, uma bebê de apenas 28 dias que desapareceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O caso vem mobilizando autoridades, familiares e a população da região desde a última quinta-feira, quando Ayla foi vista pela última vez por volta das 12h, na Rua Francisco Aguiar Pimenta.

O alerta foi divulgado por meio do Amber Alert Brasil, sistema oficial criado para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças em situações onde há suspeita de rapto ou sequestro. A intenção das autoridades é mobilizar o maior número possível de pessoas e canais de comunicação para reunir informações que possam levar ao paradeiro da recém-nascida.

Dinâmica do desaparecimento e investigações em curso

De acordo com a Polícia Civil, inicialmente, o desaparecimento de Ayla foi registrado como um possível caso de sequestro. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que busca esclarecer as circunstâncias do sumiço.

Durante os depoimentos, surgiram versões distintas sobre o que teria ocorrido. Duas adolescentes, que estavam com a mãe de Ayla no dia do desaparecimento, mudaram relatos ao longo da investigação e acabam de afirmar que o sequestro pode não ter ocorrido de fato. Essa mudança de versão, no entanto, está sendo contestada pela família da bebê, que oferece um contexto diferente para os fatos.

Relato da família e possíveis motivações

Conforme relatos de familiares, a mãe de Ayla teria sido atraída por uma mulher com quem mantinha contato pela internet. Supostamente, essa mulher demonstrava interesse na gravidez e teria oferecido um ensaio fotográfico para a recém-nascida. Posteriormente, mais uma oferta foi feita à mãe: uma diária em dinheiro para cuidar de outra criança.

A mãe de Ayla foi ao endereço proposto acompanhada da irmã e levou a bebê. Segundo a família, ambas teriam sido rendidas no local e depois abandonadas na rua, sem a recém-nascida. A família nega veementemente uma das hipóteses levantadas durante a apuração, de que a bebê poderia ter sido entregue para quitar dívida de seu pai com organização criminosa.

O pai de Ayla esteve na DEPCA para prestar depoimento nesta sexta-feira (7/8) e negou qualquer envolvimento com crimes ou facções.

Como colaborar e próximos passos

Autoridades pedem colaboração imediata da população. Informações relevantes sobre o paradeiro de Ayla podem ser repassadas anonimamente à Polícia Militar, pelo número 190, ou à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, pelo telefone (67) 3323-2508.

As investigações seguem com prioridade máxima, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades conforme o caso evolua. O sistema Amber Alert Brasil segue ativo para ampliar as buscas.

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