O Brasil encerrou sua participação no Mundial de ginástica rítmica, realizado em Frankfurt, Alemanha, com uma campanha histórica neste domingo. O conjunto brasileiro brilhou ao conquistar dois ouros e um bronze, alcançando um feito inédito para as Américas: nunca antes uma equipe do continente havia faturado duas medalhas de ouro em uma mesma edição do campeonato mundial.
Resultados inéditos para a ginástica rítmica brasileira
A jornada vitoriosa começou com o bronze no conjunto geral, cuja soma de pontos definiu as classificadas para as finais. O time brasileiro totalizou 55,500 pontos, ficando atrás da Espanha e do Japão, mas garantindo uma vaga importantíssima para a disputa por equipes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Na sequência, a equipe formada por Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi, sob a liderança das treinadoras Camila Ferezin e Bruna Martins, voltou ao tablado para participar das finais por aparelhos. No domingo, conquistou primeiramente o ouro na final das cinco bolas, ao atingir 29,450 pontos. O resultado foi ainda mais comemorado considerando que, na fase classificatória, o Brasil havia avançado em oitavo lugar, depois de cometer um erro e marcar 26,800 pontos.
Segundo ouro com apresentação marcante
Na sequência, o conjunto brasileiro disputou a final da série mista — três arcos e duas maças — ao som de "Abracadabra", de Lady Gaga. Com uma performance praticamente impecável, a equipe repetiu a nota da final anterior (29,450 pontos) e superou equipes tradicionais como Espanha e Bulgária, que ficaram com prata e bronze, respectivamente. A conquista das duas medalhas douradas no mesmo dia reforça a ascensão do Brasil no cenário global da ginástica rítmica.
As conquistas também marcam as primeiras medalhas de ouro da história do Brasil na competição, ampliando a recente trajetória de sucesso da modalidade no país. Em 2025, no Rio de Janeiro, a equipe já havia conquistado as primeiras medalhas da história, com duas pratas.
Superação e perspectiva olímpica
O Campeonato Mundial contou com 42 conjuntos e 101 ginastas de diversos países, evidenciando o alto nível da disputa e o peso da conquista brasileira. A classificação inédita para os Jogos de Los Angeles em 2028 anima a equipe e impulsiona o desenvolvimento da ginástica rítmica nas Américas.
A repercussão das medalhas vem sendo celebrada por federações esportivas e autoridades brasileiras, reconhecendo a importância do feito para incentivar futuras gerações no esporte. Agora, o próximo desafio do grupo é acelerar a evolução técnica mirando uma campanha de ainda mais destaque na próxima Olimpíada.
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