O feminicídio da estudante Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão, Santa Catarina, trouxe comoção à comunidade local. O caso, revelado após confissão do namorado da vítima, José Gustavo Rabelo, de 21 anos, chocou familiares, amigos e mobilizou debates sobre a violência contra a mulher no país.
Dinâmica do crime e investigação
De acordo com informações da Polícia Civil, o crime aconteceu entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7). Joviana havia ido à casa de José Gustavo após afirmar à mãe que sairia naquela noite, mas não retornou mais. Familiares afirmaram que o casal mantinha um relacionamento conturbado.
Segundo o delegado Murilo Silveira da Cunha, José Gustavo confessou, em depoimento, que estrangulou Joviana com um golpe de mata-leão após uma discussão motivada por mensagens no celular. Ele manteve o corpo da jovem em seu quarto durante todo o fim de semana, sem informar o ocorrido à família ou à polícia até a segunda-feira (10), quando o cadáver foi encontrado já enrolado em cobertores.
Buscas e descoberta
A mãe de Joviana acionou a polícia após desconfiar do desaparecimento e das respostas estranhas em mensagens supostamente enviadas pela filha. O corpo foi localizado apenas três dias depois do crime, evidenciando o tempo em que o investigado permaneceu com o corpo no quarto. José Gustavo relatou à polícia que consumiu remédios controlados e bebidas alcoólicas após o feminicídio, ficando entorpecido.
Prisão e repercussão institucional
Após se apresentar espontaneamente à polícia, José Gustavo foi preso em flagrante. Sua prisão preventiva foi decretada após audiência de custódia no dia seguinte. O acusado não tinha antecedentes criminais ou registros de violência doméstica.
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), onde Joviana iniciava o curso de Ciências Biológicas, lamentou profundamente a perda e repudiou qualquer forma de violência. Em nota, reiterou o compromisso com o combate à violência contra a mulher e destacou o programa "Unesc Com Elas", lançado para acolher e proteger mulheres da comunidade acadêmica.
Persistência da violência contra mulheres
O caso de Joviana reacendeu discussões sobre feminicídio e a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, acolhimento e punição. Organizações e autoridades locais reforçam a importância de denunciar situações de risco e de fortalecer redes de apoio.
A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes do crime, enquanto familiares e a comunidade universitária buscam respostas e justiça pela vida interrompida de Joviana.
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