Um grupo de empresários, advogados e gestores do mercado financeiro ligados à organização apartidária Convergência Brasil apresentou um projeto inovador que busca ampliar a participação da população jovem no mercado financeiro brasileiro. A proposta prevê aportes anuais do governo federal, investidos em fundos de índice da Bolsa de Valores, destinados a todo cidadão brasileiro desde o nascimento até os 18 anos. Ao atingir a maioridade, cada jovem teria acesso a um saldo médio de R$ 22,5 mil.
Detalhes da conta e inspiração internacional
O modelo, batizado de Conta Convergência, foi idealizado por Luís Felipe Teixeira do Amaral, sócio da Drýs Capital. O projeto se inspira em iniciativas como o "Invest America Act" dos Estados Unidos, promulgado em 2025 e apoiado por diferentes espectros políticos. Assim como no caso americano, o projeto brasileiro mira construir consenso para criar uma base de capital para os jovens.
No Brasil, a proposta sugere um aporte inicial de R$ 1.000 ao nascer, decrescendo ano a ano até os 17 anos, totalizando R$ 9.500 por jovem investidos em fundos que replicam o desempenho do Ibovespa. Considerando uma projeção conservadora de retorno real de 7% ao ano, aos 18 anos seria possível alcançar R$ 22,5 mil, com expectativa de até R$ 50,7 mil aos 30 anos caso o saldo permaneça investido.
Objetivos e uso dos recursos
O projeto prevê que o resgate dos valores ocorra a partir dos 18 anos, com destino específico: custeio de educação técnica ou superior, compra da casa própria ou abertura de negócio próprio. Quem decidir manter o valor investido poderá sacar livremente ao completar 30 anos. Assim, a proposta incentiva não só a educação financeira, mas também o desenvolvimento de novas oportunidades para jovens de todas as classes sociais.
Custos e viabilidade fiscal
Em pleno funcionamento, o programa teria custo estimado de R$ 22,8 bilhões ao ano, o que corresponde a 0,2% do PIB nacional. Para compensar este montante, a proposta sugere um ajuste gradual na idade mínima de aposentadoria, aumentando dois meses por ano ao longo de 18 anos, totalizando três anos ao final do período. No entanto, tal medida dependeria de alteração constitucional via PEC.
Apoio, repercussão e próximos passos
Entre os apoiadores destacam-se líderes empresariais como Jorge Gerdau, Jayme Garfinkel e Carlos Kawall, reforçando o esforço do grupo Convergência Brasil para transformar o projeto em tema central no debate eleitoral deste ano. Segundo Amaral, a meta é conquistar apoio de candidatos de diferentes partidos para tornar o programa realidade, além de mobilizar a sociedade civil sobre o potencial transformador da proposta.
Ainda há desafios institucionais, especialmente no equilíbrio fiscal exigido para ampliar políticas públicas ambiciosas, mas o projeto inaugura discussões relevantes sobre acesso à renda, poupança e inclusão financeira entre jovens brasileiros.
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