Clubes cariocas investem em tecnologia
Durante a Rio Innovation Week, representantes dos grandes clubes do Rio de Janeiro, como Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, se reuniram para discutir a utilização de dados e inteligência artificial (IA) como ferramentas essenciais para aumentar a receita e fortalecer o relacionamento com seus torcedores. O painel, intitulado "Marketing de clubes: a disputa comercial entre os grandes do Rio", ocorreu no dia 5 de outubro e gerou um debate rico sobre as estratégias de engajamento e monetização das torcidas.
Os executivos dos clubes, entre eles Ricardo Hinrichsen do Flamengo, Ronaldo França do Fluminense, Marcelo Furtado do Botafogo, e João Vitor Assunção do Vasco, compartilharam suas experiências e abordaram a importância de conhecer melhor os torcedores para criar um vínculo que possa ser transformado em novas fontes de receita. Entre os tópicos discutidos, a estruturação de áreas dedicadas a dados e CRM se destacou como prioridade para o futuro do marketing esportivo.
A importância dos dados e CRM
Ricardo Hinrichsen, do Flamengo, enfatizou que o clube está investindo significativamente na criação de uma equipe focada em dados e CRM. Ele menciona que, embora seja um investimento alto, os resultados já são visíveis, com um aumento na venda de ingressos. "Através das ações de CRM, já identificamos um aumento de cinco mil ingressos vendidos por jogo, o que é muito significativo", afirmou Hinrichsen. Ele acredita que, para que um clube de futebol tenha sucesso, é preciso entender seu público e suas necessidades.
Ronaldo França, do Fluminense, complementou a discussão ressaltando que a inteligência artificial se tornará uma ferramenta-chave para transformar dados em ações práticas. Para ele, a comunicação e a colaboração entre os clubes precisam ser aprimoradas para que todos possam se beneficiar das informações compartilhadas.
Desafios e oportunidades no Botafogo e no Vasco
Marcelo Furtado, do Botafogo, trouxe à tona o desafio de demonstrar o potencial de engajamento que os clubes oferecem ao mercado. Ele acredita que a inteligência artificial pode ser um divisor de águas nesse processo, permitindo que as empresas reconheçam o valor de se associar a um clube de futebol. "A persona que as empresas buscam encontra-se dentro dos clubes, e é a paixão que conecta as marcas ao público", destacou.
Por sua vez, João Vitor Assunção, do Vasco, observou que, embora os clubes já tenham avançado na coleta de dados, o próximo passo é a análise e a estruturação dessas informações. "O desafio maior agora é ser capaz de interpretar os dados rapidamente para maximizar receitas e manter um relacionamento próximo com os torcedores", concluiu Assunção.
O painel na Rio Innovation Week evidenciou que os clubes de futebol estão cada vez mais conscientes da necessidade de se modernizar e utilizar tecnologia para não apenas aumentar suas receitas, mas também para se aproximar de um público que se torna cada vez mais exigente. Com a união de esforços e troca de experiências, os clubes cariocas buscam se destacar no cenário esportivo nacional, aproveitando ao máximo as ferramentas que a tecnologia tem a oferecer.
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