Um ciclone-bomba que avança pelo Sul e Sudeste do Brasil desde quinta-feira (6/8) deixou pelo menos uma pessoa morta no Rio Grande do Sul, provocou danos severos em centenas de cidades e obrigou autoridades a suspenderem aulas e recomendar o isolamento preventivo da população, especialmente nas cidades litorâneas de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ciclone-bomba: como se forma e impactos iniciais

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone-bomba surge da combinação entre massas de ar frio e muito quente, resultando em uma queda brusca de pressão atmosférica em poucas horas. Essa condição intensifica ventos, chuvas e tempestades, fenômeno tecnicamente conhecido como ciclogênese explosiva.

No caso atual, os ventos chegaram a ultrapassar 120 km/h em cidades do Rio Grande do Sul, causando destelhamentos, quedas de árvores e deixando quase 300 mil residências sem energia elétrica de acordo com o painel da Aneel.

Consequências e danos no Rio Grande do Sul

O Estado foi o primeiro a sentir os efeitos do ciclone, com mais de cem municípios registrando problemas relacionados ao clima extremo. Em Montenegro, um motociclista morreu após ser atingido por uma árvore. Outros feridos foram informados em Dom Feliciano, Novo Hamburgo e Osório.

Em Porto Alegre, ao menos 32 casas ficaram parcialmente destruídas, dois prédios desabaram e sete árvores cairam devido à força do vento. A falta de energia elétrica também impactou o abastecimento de água em 45 bairros. Outras cidades, como Pelotas e Novo Hamburgo, também tiveram prejuízos consideráveis — com centenas de imóveis destelhados e muros derrubados.

Na véspera, um tornado atingiu Pedro Osório, sul do Estado, sendo o segundo episódio do tipo em menos de quinze dias. O Inmet mantém alerta de perigo para a região até sábado (8), com possibilidade de ventos acima de 90 km/h e risco de novos temporais.

Alerta e medidas preventivas em São Paulo e Rio de Janeiro

O ciclone chegou ao litoral paulista nesta sexta-feira, com rajadas que ultrapassaram 100 km/h em Santos. Prefeituras de cidades como Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga e Itanhaém suspenderam as aulas preventivamente. Autoridades estaduais também alertaram para perigo em 24 regiões, recomendando que a população evite sair de casa, navegar ou acessar praias.

No estado do Rio de Janeiro, a Defesa Civil local alertou sobre riscos à mobilidade, chegou ao Estágio 3 de emergência e na capital as aulas da rede pública foram suspensas. Parques, incluindo o Parque Nacional da Tijuca, foram fechados e atividades comerciais não essenciais interrompidas a partir do meio-dia. A prefeitura de Paraty e Angra dos Reis adotou medidas semelhantes. Rajadas de vento chegaram a 74 km/h na Costa Verde, reforçando a necessidade de precaução.

Perspectivas e próximos passos

A previsão oficial indica que o fenômeno seguirá intenso até o final de semana, especialmente no Sul do Brasil, com chuvas volumosas e ventos fortes, antes de perder força gradativamente. As autoridades mantêm o estado de atenção e equipes da Defesa Civil permanecem mobilizadas para agir frente a emergências.

Moradores das regiões afetadas devem seguir as orientações das autoridades de segurança, evitando áreas de risco e monitorando os boletins oficiais em canais como o Inmet e a Defesa Civil.

Fique por dentro das principais notícias e desdobramentos sobre eventos climáticos extremos no país acompanhando brasilnow.world.