Um candidato a deputado estadual por Mato Grosso do Sul gerou controvérsia ao declarar um patrimônio exorbitante de R$ 1,8 bilhão ao registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Valdeci Gonçalves da Cruz, conhecido como Café, acabou se destacando não apenas pelo valor elevado, mas também pelos erros de preenchimento que inflacionaram seus bens.
No último sábado (15/8), ao submeter sua declaração, Café incluiu itens com valores absurdos. Por exemplo, ele declarou ter um Volkswagen Polo do ano 2023/2024 estimado em R$ 80 milhões, e um Volkswagen Tera 2026 listado por R$ 129 milhões. Esses números estão muito acima do valor de mercado, o que levantou questionamentos sobre a veracidade das informações.
Além dos veículos, o candidato registrou duas chácaras em Campo Grande, avaliadas em R$ 1,25 bilhão e R$ 300 milhões, respectivamente, o que contribuiu para a disparidade em seu patrimônio total. Esses registros chamaram a atenção não apenas pela magnitude dos valores, mas também pela falta de coerência com o mercado imobiliário e automotivo.
Outro caso que merece destaque é o da candidata a vice-governadora de Tocantins, Lúcia Viana, do PSOL, que também apresentou uma declaração de bens com valores exorbitantes. Lúcia afirmou ter um patrimônio de R$ 2 bilhões, com bens registrados a preços muito superiores ao valor de mercado. Um exemplo notório foi a declaração de um Toyota Ethios modelo 2015/16, avaliado em R$ 35 milhões, quando seu preço real gira em torno de R$ 35 mil.
Além disso, Lúcia declarou possuir um Fiat Strada 2007 e um Renault Sandero 2013/14, cada um com o valor de R$ 25 milhões, sendo que com esse montante poderia ser adquirida mil unidades de cada um desses veículos. Entre os bens imóveis, um deles, localizado no Lago Sul em Palmas (TO), foi estimado em R$ 150 milhões, uma cifra que não condiz com os valores de mercado, que variam entre R$ 120 mil e R$ 1 milhão.
Esses episódios levantam uma série de questões sobre a transparência e a veracidade das declarações de bens feitas por candidatos em ano eleitoral. Com a aproximação das eleições, a atenção do público e da mídia se volta para a integridade das informações apresentadas, e esses casos ressaltam a necessidade de um controle mais rigoroso sobre as declarações de patrimônio.
Diante das circunstâncias, espera-se que o TSE tome medidas para investigar e corrigir essas inconsistências, garantindo que os eleitores tenham acesso a dados corretos e transparentes sobre os candidatos que pretendem representar seus interesses.
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