O Brasil registrou a criação expressiva de 10.100.342 empregos formais com carteira assinada entre janeiro de 2023 e junho de 2026, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Mensal, divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse resultado representa um crescimento de 19,1% no estoque total de vínculos formais, que agora chega a 62.891.209 em todo o país.
Avanços no mercado de trabalho e empregos formais
O levantamento mostra que, somente em 2026, foram acrescentadas 2,46 milhões de contratações formais, uma alta de 4,1%. No acumulado do período, cerca de 4,75 milhões de pessoas, entre novos empregados e temporários, entraram no mercado, um avanço de 10,9%. Com isso, o total desse grupo passou de 43,4 milhões para 48,15 milhões de trabalhadores. O setor público também registou crescimento, subindo de 12,79 milhões para 14,31 milhões de vínculos, incremento de 11,9%.
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "não houve no nosso mandato nem um ano em que o desemprego foi maior do que a geração de emprego".
Setor de serviços e expansão regional lideram
O segmento de serviços liderou a criação de vagas, com 8,45 milhões de postos, crescimento de 28,3% e aumento da participação de mercado de 56,5% para 60,8%. Entre os subgrupos, educação, saúde, administração pública e serviços sociais somaram 6,03 milhões de vagas — aumento de 42,1%. Já as áreas de tecnologia, comunicação, finanças, imóveis e serviços profissionais geraram 1,5 milhão de vagas (+16%).
Outros destaques:
- Indústria cresceu 10%, com 832 mil vagas adicionais
- Construção civil subiu 13,3%, chegando a 3,04 milhões de vínculos
- Comércio aumentou 3,3%, totalizando 10,54 milhões de empregos
- Agropecuária somou 88 mil vagas, crescimento de 5%, fechando em 1,86 milhão
Em termos regionais, o Sudeste ficou à frente em números absolutos, com 3,78 milhões de novos vínculos, seguido pelo Nordeste com 2,69 milhões. Proporcionalmente, contudo, o Norte registrou o maior avanço (34,7%), seguido do Centro-Oeste (28,6%) e Nordeste (27,6%). Os destaques estaduais foram São Paulo (1,64 milhão), Minas Gerais (1,29 milhão) e Rio de Janeiro (683 mil), enquanto Roraima, Distrito Federal e Amapá apresentaram os maiores crescimentos percentuais.
Perfil dos trabalhadores na criação de empregos
O crescimento do emprego formal feminino foi particularmente relevante: avanço de 25%, equivalente a 5,36 milhões de novas vagas e elevação da participação das mulheres de 44,5% para 46,4% nos vínculos formais. Entre homens, o crescimento ficou em 14,5%, com 4,26 milhões de novas oportunidades.
Trabalhadores com nível superior completo tiveram o maior salto percentual (29,1%), passando de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos. Também houve expansão entre aqueles com ensino médio completo e ensino superior incompleto.
Quanto à faixa etária, trabalhadores com 65 anos ou mais cresceram 73,6% no período, seguidos pelos grupos de 50 a 64 anos (+34,7%) e 40 a 49 anos (+23,5%). Jovens até 24 anos também ampliaram sua presença no mercado, totalizando 8,3 milhões de vínculos (+13,5%).
Do ponto de vista racial, o maior crescimento absoluto foi entre trabalhadores pardos — 88,3%, resultando em 27,34 milhões de vínculos. Brasileiros autodeclarados pretos tiveram alta de 85,4% (4,66 milhões de vínculos), enquanto amarelos e indígenas, embora partindo de bases menores, tiveram crescimentos proporcionais acima dos 100%.
Perspectivas e próximos passos
Os dados recentes reforçam a tendência positiva do mercado de trabalho formal no Brasil, impulsionada pelo setor de serviços e pelo dinamismo em diversas regiões. Os números mostram, ainda, um avanço na inclusão de mulheres e trabalhadores mais experientes no mercado formal, além do crescimento relevante de vínculos em todas as regiões do país.
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